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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Veja o que achamos da quinta temporada de Orange is the new black

Infelizmente, ou não, esse quinto ano não é melhor que o quarto, que foi, se não a melhor, uma das melhores temporadas de OITNB. Ainda assim o último episódio nos deixou órfãos mais uma vez com um final que não há como você roer as unhas à espera de uma resolução.
Definitivamente o humor está de volta nessa temporada de Orange, algo que víamos bastante na temporada de estreia da série. Até a primeira metade dos novos episódios ele está lá o tempo todo, em meio a uma rebelião, o que dá um toque meio tragicômico. Na verdade, em muitos momentos, a comédia parece meio desnecessária e forçada, o que fica bem evidente no episódio Litchfield’s Got Talent.
Em comparação com o ano anterior da série os episódios estão muito arrastados, não acontece nada que te prenda e te faça querer ir para o próximo logo. Essa sensação só volta nos últimos episódios da temporada. Enquanto a season 4 foi cheia de drama e reviravoltas mirabolantes, a 5 chega com calma, afinal retratar cerca de 72 horas de rebelião em 13 episódios não é algo muito fácil.
Ainda assim, pudemos ver uma evolução natural de OITNB nessa última temporada, a série sempre tratou de temas importantes, como o empoderamento feminino, estupro, direitos iguais e humanidade. Dessa vez o protagonismo foi todo do racismo, o núcleo afro ganha destaque e nos emocionamos com as atuações de Danielle Brooks e Uzo Aduba, que interpretam Tasha Jefferson e Suzanne Warren respectivamente.
Boa parte da carga dramática da série, pra não dizer toda, fica por conta delas. Ainda assim, o episódio em que mais gostei foi o protagonizado por Vicky Jeudy, que interpreta Janae Watson. Em uma sequência memorável de flashbacks podemos ver quando a personagem começou a se revoltar com o sistema de privilégios raciais. Todos esses acontecimentos provam que os produtores por trás da trama ouviram os apelos do público, sobre o exagerado protagonismo branco presente na série.
Fato que foi comprovado, pois Piper (Taylor Schilling) ficou totalmente de lado nesta temporada, o que já vinha acontecendo cada vez mais em outras seasons, com a série focando em contar a história de várias detentas e não só a dela. A loirinha que nos levou a Litchfield teve seus momentos de maior destaque justamente ao lado do núcleo afro, o que não ofuscou em nada as protagonistas da vez.
O quinto ano de Orange is the New Black, apesar de começar lento, entrega o que deveria: o estopim e fim de uma rebelião. Arrisco dizer que o próximo ano da série, que foi renovada para mais três temporadas, pode ser o melhor batendo até mesmo a quarta temporada. Muita coisa mudou em Litchfield, e todas essas mudanças terão que ser trabalhadas na season 6, o que vai tornar os acontecimentos bem agitados. Depois de terminar com um cliffhanger ainda maior que o da quarta temporada, se é que isso é possível, a expectativa mais uma vez toma conta de nossos corações. Será que um ano demora muito pra passar?

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